quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jackie Chan lança apelo à prática pacífica das artes marciais


25 06 2008 14.41H
O actor chinês e especialista de kung-fu Jackie Chan esteve hoje de visita a Timor-Leste, onde lançou um apelo ao respeito pelo carácter pacífico das artes marciais.
Pedro Junceiro com Lusa
pjunceiro@destak.pt


«O objectivo das artes marciais, qualquer que seja o estilo e a modalidade, é sempre o mesmo: a unidade, a disciplina, o respeito», afirmou Jackie Chan, em visita de três dias como embaixador da Boa-Vontade da Unicef, perante uma multidão entusiasmada de cerca de 3.500 praticantes timorenses.
«Não tenho nada para vos dar. O presente que vos deixo é a minha experiência de vida e as palavras do meu pai há 40 anos», disse Jackie Chan aos jovens no relvado e nas bancadas, lembrando a sua infância difícil em Hong Kong, quando foi entregue, com seis anos de idade, a uma escola de artes marciais.
«O meu pai disse-me que eu ia ficar sem ninguém e que devia lembrar três coisas: nunca entrar nas drogas, nunca entrar nos gangs e nunca entrar no jogo», recordou hoje Jackie Chan aos jovens timorenses.
«Vocês têm sorte. Têm um país novo e um governo novo para vos ajudar. Eu não tive nada disso. Eu não tinha futuro. Esperava sempre pela Cruz Vermelha e pela Unicef para me darem comida e roupa», acrescentou o actor chinês.
Lembrando que as «artes marciais não são para combater na rua, não são para usar contra alguém nem estragar coisas», Jackie Chan referiu que usando as «artes marciais contra alguém indefeso, não são heróis, não são ninguém».

Jornal Destak de 25 de Junho de 2008

1 comentário:

Caçadora de Emoções disse...

Obrigada por nos ter dado a conhecer este breve artigo sobre artes marciais.

Um abraço,