terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ao ano que finda!...

O riso contribui para uma vida mais sã de todo e qualquer ser humano. Por isso aqui vos deixo uma pequena rábula (em forma de "revista à portuguesa") como forma de nos despedirmos de 2009 (sorrindo) e também como homenagem ao grande Raúl Solnado que este ano "nos deixou"...

Que todos nós possamos contribuir para que 2010 seja melhor... para todos!...

"Façam o favor de serem felizes!..."

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal em quadra... ou Quadra de Natal...

Chove. É dia de Natal

Chove. É dia de Natal
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa


Tudo de bom para vós e para os que vos são mais queridos.

Do "vosso",


António Serra

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Moderação.


Mesmo que tenhas dez mil plantações, só podes comer uma tigela de arroz por dia; ainda que a tua casa tenha mil quartos, nem de dois metros quadrados precisas para passar a noite.

Provérbio Chinês

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Verdadeiro Eu


Um homem muito perturbado foi até um mestre Zen, apresentou-se e disse:
"Por favor, Mestre, eu me sinto desesperado! Não sei quem eu sou. Sempre li e ouvi falar sobre o Eu Superior, nossa verdadeira Essência Transcendental, e por muitos anos tentei atingir esta realidade profunda, sem nunca ter sucesso! Por favor mostre-me meu Eu Verdadeiro!"
Mas o professor apenas ficou olhando para longe, em silêncio, sem dar nenhuma resposta. O homem começou a implorar e pedir, sem que o mestre lhe desse nenhuma atenção. Finalmente, banhado em lágrimas de frustração, o homem virou-se e começou a se afastar. Neste momento o mestre chamou-o pelo nome, em voz alta.
"Sim?" replicou o homem, enquanto se virava para fitar o sábio.
"Eis o seu verdadeiro Eu." disse o mestre.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os pés na água.



Procurei ser como a água.
Segui o rio, levado pela corrente.
Mas sinto-me como um seixo,
Arrastado até se deter e afundar.

Não era este lodo que eu procurava,
Mas a água empurra os limos, ramos
E folhas que a bloqueiam,
Até não poder avançar mais.

Sou por isso hoje um buraco negro.
Os viajantes passam e não notam,
Porque a minha face é mutável.
As folhas caem, mas nem as suas cores,
Formas e cadência me alegram.

Sou o culpado de não seguir
O meu mestre interior,
Esse conjunto de ideias
Que me forma, mas que agora me consome.

Ajudei quem não conhecia,
Sem saber quais as razões
Do seu infortúnio e castigo.

Mas a sua dor encheu-me
O coração e como tal agi.
Entreguei-o ás mãos que curam, mas
Tenho agora o mundo dentro de mim

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sendo criança...


Uma professora de creche observava as crianças de sua turma a desenhar. Iapasseando pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
Quando chegou ao pé de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou-lhe o que estava a desenhar.
A menina respondeu:
- 'Estou a desenhar Deus.'
A professora parou e disse:
- 'Mas ninguém sabe como é Deus.'
Sem piscar e sem levantar os olhos do seu desenho, a menina respondeu: - 'Saberão dentro de um minuto'.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Carroça e o EU...


Um Imperador, sabendo que um grande Sábio Zen estava às portas de seu palácio, foi até ele para lhe fazer uma importante pergunta:
"Mestre, onde está o Eu?"
O Mestre então pediu-lhe:
"Por favor traga-me aquela carroça que está lá."
A carroça foi trazida. O sábio perguntou:
"O que é isso?"
"Uma carroça, é claro," respondeu o Imperador.
O Mestre pediu que retirasse os cavalos que puxavam a carroça. Então disse:
"Os cavalos são a carroça?"
"Não."
O Mestre pediu que as rodas fossem retiradas.
"As rodas são a carroça?"
"Não, Mestre."
O mestre pediu que retirassem os assentos.
"Os assentos são a carroça?"
"Não, eles não são a carroça."
Finalmente apontou para o eixo e falou:
"O eixo é a carroça?"
"Não, Mestre, não são."
Então o Sábio concluiu:
"Da mesma forma que a carroça, o Eu não pode ser definido por suas partes. O Eu não está aqui, não está lá. O Eu não se encontra em parte alguma. Ele não existe. E não existindo, ele existe."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quanto vale um burro...


Não sei donde vem esta minha paixão por burros. Mas acho-os uns animais "simpáticos" e "patuscos". Além de que, desde há séculos, que é um "amigo" do homem. Trabalhador incansável por natureza. Infelizmente têm vindo a desaparecer no nosso país. Nos últimos anos tem-se assistido a uma tentativa de "reabilitação" e preservação. Esperemos que o burro nos continue a acompanhar nesta nossa "viajem" de seres humanos..

Deixo-vos com uma pequena história que encontrei na "net". A "modos" que uma pequena homenagem...


Quanto vale um burro? Mulá Nasruddin

Nasruddin queria montar seu burro para dar uma volta e, para sua surpresa, encontrou o estábulo vazio. Procura daqui, procura dali, nem sinal do bicho, absolutamente nada. De repente, percebeu que esquecera a porta da rua aberta.
Muito assustado, começou a gritar, atraindo a atenção dos vizinhos, que logo acorreram para ajudá-lo, pois todos sabiam que Nasruddin e o burro eram inseparáveis.
As pessoas caminhavam pelas ruas e praças do povoado, gritando: “O burro de Nasruddin sumiu, será que alguém o viu?” E o bobo da aldeia falava aos passarinhos: “Batam as asas sem medo, perto das nuvens, acima do arvoredo! E só voltem para cá quando virem o burro do Mulá...”
E uma longa procissão se formou, tendo à frente Nasruddin, que não parava de se lamentar e chorar.
Horas depois, completamente exaustos, sentaram para descansar. Muito irritado, o Mulá culpava o burro por seus dissabores, esquecido das alegrias que o animal lhe tinha proporcionado em tantos anos de fidelidade e serviço.
“Maldito burro!” dizia, inconformado. “Se eu o encontrar, juro que vou vendê-lo por um mísero dinar!”
Neste exato momento, ouviram um barulho de cascos muito familiar, e o burro de Nasruddin surgiu, montado por Shoja, o pequeno filho do padeiro.
“Como você o encontrou?”, perguntaram ao menino.
“Pensei que, se eu fosse um burro, estaria agora no campo pastando com as cabras e as ovelhas. E lá estava ele...”
Enquanto isso, Nasruddin cantava e dançava de alegria, abraçando e beijando seu amado burro e o pequeno Shoja, em agradecimento.
De repente, várias pessoas se adiantaram, prontas para comprar o animal pelo preço de um dinar, em cobrança ao juramento. Nasruddin empalideceu e, por um momento, permaneceu calado, refletindo em como sair da situação, salvando seu burro e mantendo a palavra.
“Vocês podem me procurar no mercado dentro de uma semana, ao nascer do dia’’, disse finalmente. “Venderei o burro por um dinar àquele que me provar ser o melhor dono”.
Então, durante uma semana, os animais da vila foram tratados com fartura e cortesia: os cachorros ficaram livres das pulgas, os camelos puderam descansar, as galinhas escaparam das panelas, os gatos passearam em segurança pelos muros e telhados, e os burros foram tratados como pessoas da família...
Enquanto isso, Nasruddin traçava um plano para cumprir a promessa sem perder a montaria.
No dia e hora combinados, o mercado foi tomado por uma multidão de homens e mulheres que afirmavam ser os melhores amigos dos animais, disputando a chance de comprar o burro pela ínfima quantia de um dinar.
Nisso, ouviram uma estranha mistura de zurros e miados, que vinha do fundo do mercado e, atônitos, viram uma longa corda que, em uma das extremidades, amarrava o pescoço de um gato e, na outra, segurava a cauda do burrro de Nasruddin. No meio deles, sorrindo de contentamento, o Mulá dizia em alto e bom som: “Meu burro está à venda por um dinar, mas ele e meu gato são tão amigos que seria uma maldade separá-los. Assim, quem comprar o burro terá de comprar também o gato.”
“E qual é o valor do gato?” perguntaram os que estavam mais próximos, já pegando mais uma ou duas moedas na bolsa.
“A linhagem deste gato é muito nobre”, respondeu calmamente o Mulá. “Seu bisavô viveu no palácio do sultão. Ele custa cem dinares.”
E as pessoas, rindo muito, voltaram para suas casas. Ninguém acreditava, realmente, que Nasruddin pudesse se separar de seu burro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Procurando a Sabedoria.


Um dia, um jovem chamado Yang Fu deixou sua família e lar para ir a Sze-Chuan visitar o Bodhisattva Wu-Ji. Ele sonhou que junto àquele mestre poderia encontrar um grande tesouro de sabedoria.
Quando já se encontrava às portas da cidade, após uma longa viajem cheia de aventuras, encontrou um velho senhor. Este lhe perguntou: “Onde vais, jovem?” “Vou estudar com Wu-Ji, o Bodhisattva.” - respondeu o rapaz. “Em vez de buscar um Bodhisattva, é mais maravilhoso encontrar Buddha.”
Excitado com a perspectiva de encontrar o Grande Mestre, disse Yang Fu: “Oh! Sabes onde encontrá-lo?!” “Voltes para casa agora mesmo. Quando lá chegares, encontrarás uma pessoa usando uma manta e chinelos trocados, que lhe cumprimentará. Essa pessoa é o Buddha.”
O rapaz pensou, aterrado: “Como posso retornar agora, quando estou às portas do meu objetivo? Eu teria que confiar muito no que este simples velho me diz”. Então Yang Fu teve uma forte intuição de que aquele simples homem à sua frente era alguém de grande sabedoria.
Num impulso, voltou-se para a estrada, sem jamais ter encontrado Wu-Ji. Ele retornou o mais rápido que pode, ansioso pela vontade de encontrar Buddha.
Chegou em casa tarde da noite, e sua amorosa mãe, em meio à alegria e pressa de abraçar o filho que retornava ao lar, cobriu-se de uma manta usada e calçou seus chinelos trocados.
Olhando para sua mãe desse modo, que vinha sorrindo e pronta a abraçá-lo, Yang Fu atingiu o Satori. Este era o maior tesouro.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lenda Sioux da Águia e do Falcão!


Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo ... - Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva! Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.E o velho disse: Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...Voem juntos mas jamais amarrados".

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Escuta...


Aquele que sabe ouvir atentamente as necessidades do seu próximo quando chegar a sua vez, será escutado com atenção e carinho especiais.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bonecos.


Eis aqui a história do monge Zen Hotan.Hotan ouvia as preleções de um mestre. Na estréia das palestras, a assistência foi numerosa mas, a pouco e pouco, nos dias seguinte, a sala se esvaziou; até que, um dia, Hotan ficou só na sala com o mestre. E este lhe disse:- Não posso fazer uma conferência só para ti; de mais a mais, estou cansado.Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia porém, voltou só. Não obstante, disse ao mestre:- Podeis fazer a conferência hoje, porque eu trouxe numerosa companhia! Hotan trouxera bonequinhas, que espalhara pela sala. Disse-lhe o mestre:- Mas são apenas bonecas! - Com efeito, - respondeu-lhe Hotan. - mas todas as pessoas que aqui vieram não são mais do que bonecas, pois não compreendem patavina dos vossos ensinamentos. Só eu lhes compreendi a profundeza e a verdade. Mesmo que muita gente tivesse vindo, serviria tão-somente de enchimento, decoração, vazio sem fundo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Obama... apesar de tudo!...


O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu hoje, perante mais de 500 chefes de tribos reunidos em Washington, que, com ele, os índios deixarão de ser os grandes esquecidos do "sonho americano".
Destak/Lusa destak@destak.pt
"Enquanto eu estiver na Casa Branca, não nos esqueceremos de vocês", prometeu Obama ao comparecer perante o Congresso das tribos índias, que se realiza no Departamento do Interior em Washington.
"Sei que já ouviram esta mesma canção em Washington no passado, mas sei o que quer dizer sentir-se ignorado e esquecido, sei o que quer dizer ter de batalhar. Enquanto eu estiver na Casa Branca não sereis esquecidos por tanto tempo", prometeu ao invocar a sua infância como filho de pai negro ausente e uma mãe branca sem grandes recursos económicos.
"Estou convosco. Sei o que é ser um ´outsider´, declarou para garantir aos representantes das 564 tribos reconhecidas pelo governo que cumpriria a promessa da "mudança para todos aqueles que foram excluídos demasiado tempo do sonho americano".

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pensamento fim de semana.



Tenha sempre uma atitude positiva em relação a tudo o que vê e ouve e, desta forma, traga simplicidade à sua vida.

Brahma Kumaris

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Bola e o Zen.



Certa vez, enquanto o velho mestre Seppo Gisen jogava bola, Gessha aproximou-se e perguntou:"Por que é que a bola rola?"Seppo respondeu:"A bola é livre. É a verdadeira liberdade.""Por quê?""Porque é redonda. Rola em toda parte, seja qual for a direção, livremente. Inconsciente, natural, automaticamente."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Depende de cada um de nós...


Veja em cada pôr-de-sol, a promessa dum amanhã.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Simples não?



Certa vez, durante uma palestra, um monge perguntou a um mestre Zen:"Qual o significado fundamental do Budismo?"O mestre disse:"Ao final da palestra fique aqui sozinho comigo que eu lhe explicarei."Imaginando que algo muito importante lhe seria revelado, o monge esperou impaciente o fim da preleção. Quando todos saíram, ele perguntou ansioso:"Então, responder-me-ás agora?""Siga-me," disse o mestre e levantou-se. Conduziu o monge ao belo jardim aos fundos do templo, apontou para o bosque de bambus e disse:"Este bambu é longo, aquele é curto."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Crianças.


As crianças são consideradas como grandes almas pela sua pureza natural. Ensine-as com amor e valores e elas tornar-se-ão adultos fortes e saudáveis.

Brahma Kumaris

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bolas de Sabão...


As Bolas de Sabão


As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.

Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
Alberto Caeiro

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vive despenteada (o)


Enviaram-me hoje, este pequeno texto, que é direccionado às mulheres. Eu acho que também se pode aplicar aos homens...


Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie. Por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade... O mundo é louco, definitivamente louco...O que é bom, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto, enruga. E o que é realmente bom nesta vida, despenteia... - Fazer amor - despenteia.- Rir às gargalhadas - despenteia.- Viajar, voar, correr, entrar no mar - despenteia.- Tirar a roupa - despenteia.- Beijar a pessoa amada - despenteia.- Brincar - despenteia.- Cantar até ficar sem ar - despenteia.- Dançar até duvidar se foi boa ideia calçar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo despenteado... Mas podes ter certeza que estarei a passar pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,toda arrumada por dentro e por fora...O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Penteia o cabelo, põe, tira, compra, corre, emagrece, come coisas saudáveis, caminha direita, fica séria... E talvez até devesse seguir as instruções, mas...quando me vão dar a ordem para ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita???A pessoa mais bonita que posso ser!A única coisa que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres:
Entrega-te, Come coisas gostosas, beija, abraça,dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta,dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:
Deixa a vida despentear-te!!!!O pior que pode acontecer é que, rindo em frente ao espelho, precises pentear-te de novo...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pálida Manhã nas minhas férias.


A pálida luz da manhã de inverno,

O cais e a razão

Não dão mais 'sperança, nem menos 'sperança sequer,

Ao meu coração.

O que tem que ser Será, quer eu queira que seja ou que não.


No rumor do cais, no bulício do rio

Na rua a acordar

Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,

Para o meu 'sperar.

O que tem que não ser

Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.

Fernando Pessoa

terça-feira, 1 de setembro de 2009

The Song of the Sun...


Amigos estou de volta!... Deixo-vos esta música de Mike Oldfield como forma de vos saudar a todos e a cada um de vós...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Inconstância de ser.


Este "post" devo-o ao meu amigo bloguista "O Bom Ladrão". Deixo-o como reflexão para cada um de nós... na música "Estou Além" de António Variações.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pode "tocar" a todos...


Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações. O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Postal dos Correios - Rio Grande.

Querida mãe... Querido Pai... Então que tal?

Nós vamos andando do jeito que Deus quer!...

Entre os dias que passam menos mal...

Lá vem um que nos dá mais que fazer...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Impermanência.


Um famoso mestre espiritual aproximou-se do Portal principal do palácio do Rei. Nenhum dos guardas tentou pará-lo, constrangidos, enquanto ele entrou e dirigiu-se aonde o Rei em pessoa estava solenemente sentado, em seu trono.

"O que vós desejais?" perguntou o Monarca, imediatamente reconhecendo o visitante.

"Eu gostaria de um lugar para dormir aqui nesta hospedaria," replicou o professor.
"Mas aqui não é uma hospedaria, bom homem, "disse o Rei, divertido, "Este é o meu palácio." "Posso lhe perguntar a quem pertenceu este palácio antes de vós?" perguntou o mestre.

"Meu pai. Ele está morto."
"E a quem pertenceu antes dele?"

"Meu avô," disse o Rei já bastante intrigado, "Mas ele também está morto."

"Sendo este um lugar onde pessoas vivem por um curto espaço de tempo e então partem - vós me dizeis que tal lugar NÃO É uma hospedaria?"

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Não quero... Recuso-me!...



Ontem, à hora de almoço, vim desanuviar um pouco a “cuca”. Aproveitar a sombra das árvores e receber o fresco que corria na avenida.
É que isto das pessoas passarem “não sei quantas horas enfiadas” num gabinete é quase que angustiante... No mínimo. Para além do tempo que estamos em transportes resta-nos muito pouco tempo para “apreciarmos” a vida. E por isso tento aproveitar, aquilo que é possível, para “recarregar baterias”.
Mas qual não foi o meu espanto quando, à minha frente, passou um “executivo” (notava-se pela indumentária) em passo, mais ou menos, acelerado. Não... não foi ele ir em passo apressado (isso já é considerado “normal”) foi ele levar numa mão uma “caixinha de plástico” e na outra um garfo. Enquanto ia andando... ia comendo. Mas que raio de sociedade é esta que nos estão a “construir”?
A minha pena foi de não ter à mão uma máquina fotográfica para registar esse momento e vos mostrar...
Deixo-vos com duas outras vindas “directamente do Japão”... e dizer-vos que “NÃO QUERO!... RECUSO-ME!...”


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Chocolate quente


Um grupo de jovens, recentemente formados, todos bem sucedidos nas suas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho...
O professor ouviu com atenção, mas não fez qualquer comentário sobre o assunto; e convidou o grupo a tomar uma chávena de chocolate quente. Mostrando interesse na gentileza, o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou uns minutos depois com uma grande chaleira e uma quantidade de chávenas, muito variadas – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal. Colocou os jovens à vontade, pasra que se servissem sem cerimónia. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate qunte na mão, disse-lhes:
- Reparem como todos procurámos escolher as chávenas mais bonitas e mais raras, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, o mais atraente, talvez possa estar aqui a explicação dos vossos problemas e stress... A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolatequente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O essencial é o chocolate quente, não a chávena; mas fomos mais ou menos conscientemente, para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmaram, mais ou menos embaraçados, co a observação do professor, este continuou:
- Consideremos agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; a casa, o carro, o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estes são apenas meios para conter e servir a vida. A chávena que cada um de nós possui não define nem altera a qualidade da nossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena, acabamos por nrm apreciar o chocolate quente...
Apreciemos, pois, o nosso chocolate quente!...
Autor Desconhecido. (retirado da revista "Cruzada" de Julho/2009)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ainda a cultura dos indigenas da América.


Machu Picchu é o nome dado às ruínas da cidade dos Incas, situada entre dois cumes, localizada no Peru. O termo Machu Picchu significa "Velho Pico". Muitos estudiosos afirmam que esta cidade é a misteriosa Tampu Tocco revelada por Montesinos, um padre do século XVII. Segundo esse padre, muito antes dos Incas, a dinastia dos Amautas governava os Andes. Depois das invasões bárbaras, por volta do ano 800, o Rei Amauta foi morto; surge assim a figura de Manco Capac, ele então se apoderou de Cuzco, antiga capital dos Amautas e fundou o Império Inca. Muitos historiadores chegam a negar a existência de Manco Capac, afirmando este ser um mero herói lendário. É muito provável que Manco Capac não se trate apenas de um homem, mas sim de uma dinastia.
O Quipu era a única forma de escrita dessa civilização. O Quipu era formado por cordas coloridas desfiadas, tanto os nós quanto as cores eram sinais lingüísticos. A maioria desses cordões, foram destruídos pelos espanhóis, pois eles os tomaram como feitiçaria.
A dinastia dos Incas parece ter tido a sua origem cerca do ano 1200 da nossa era. Através dos espanhóis que os conquistaram, pudemos saber que os Incas eram governados por princípios antigos: o trabalho era obrigatório para todos, inclusive para o soberano. Eles desprezavam as riquezas; o ouro servia apenas a fins técnicos. Lá não havia dinheiro, devido a isso, os impostos eram pagos sob a forma de trabalho: Mit'a. O pão era gratuito para todos. Aos cinqüenta anos, todos podiam se aposentar, passando a ser mantidos pela comunidade, assim como os doentes. A legislação devia ser respeitada e a pena de morte era algo corrente.Conta-se que antes dos incas tudo era pobreza e desordem, por esse motivo, o Sol enviou um dos seus filhos e uma de suas filhas para ensinar os homens a cultivar os campos e a se organizarem. O chefe Inca era alvo de grande devoção e homenagem. Os incas, portanto, eram chefiados por um Inca considerado um deus. Acredita-se que Machu Picchu foi propositadamente abandonada e teve os seus caminhos bloqueados para impedir a aproximação dos espanhóis. Isso pode ser confirmado pelo facto de não ter sido encontrado nem ouro nem prata, nem qualquer outro objeto de valor, o que era muito comum naquela civilização. Além disso, o império inca contava com milhares de pessoas, incluindo soldados, por esse motivo, é impossível aceitar a hipótese dos incas terem sido derrotados por pouco mais de 200 espanhóis. Foram achados, portanto, apenas 164 esqueletos, muito pouco para uma civilização que deve ter sido composta por milhares de pessoas.Durante cinco séculos aproximadamente, Machu Picchu permaneceu escondida sob a vegetação peruana. A cidade só foi descoberta no dia 24 de agosto de 1911 pelo jovem arqueólogo e professor de História, chamado Hiram Bingham.Actualmente, Machu Picchu está aberta ao turismo. Uma das principais atracções do lugar é o Relógio do Sol feito de pedras, localizado no ponto mais alto da cidade. Há também a Tumba Real, onde o arqueólogo Hiram Bingham encontrou algumas múmias.

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=25650.0

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tatanka


Um testemunho menos conhecido, mas não menos belo, foi deixado a nós pelo chefe Urso-em-pé, dos Lakota. Ele disse, lembrando de tempos anteriores:
“Os velhos Lakota amavam o solo e sentavam-se ou reclinavam-se no chão com o sentimento de estarem próximos de um poder maternal. Era bom para a pele tocar a terra, e os velhos gostavam de se descalçar e andar com os pés nus sobre a terra sagrada. As tendas eram erguidas sobre a terra, e os altares feitos de terra. O solo era tranquilizante, revigorador, purificador e medicinal. Por isso é que os velhos índios ainda se sentam diretamente na terra, fonte de suas forças vitais. Para eles, sentar-se ou deitar-se no chão permite pensar com mais profundidade e sentir com mais clareza; podem penetrar nos mistérios da vida e descobrir seu parentesco com outras formas de vida ao redor. (...) Os velhos Lakota eram sábios. Sabiam que o coração do homem distante da natureza se torna duro; sabiam que a falta de respeito pelas coisas vivas leva imediatamente à falta de respeito pelos humanos”.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Andamento Tai Chi.



O Dr. Norman Allan (http://www.normanallan.com/), médico canadiano, dá-nos aqui algumas "dicas" sobre a forma de "caminhar e deslocar" quando se pratica Tai Chi.
Alguns de vós que praticam Tai Chi comigo devem, ao ver este vídeo, recordar o que durante (todas) as aulas fazemos e o quanto eu chamo à atenção para a importância do "roça joelho".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bolos de Painço.



Um dos grandes barões do Japão ocidental foi visitar o Mestre zen Hakuin e pedir instrução. Acontece que uma aldeã tinha trazido alguns bolos de painço para o mestre exactamente ao mesmo tempo. Hakuin pegou imediatamente nos bolos e ofereceu-os ao barão.
Acostumado a alimentação opulenta, o barão nunca comera painço. Não foi capaz de comer dos bolos simples da camponesa.
Observando isso, Hakuin repreendeu o barão dizendo:
“- Força-te a comer; conhecerás assim a miséria da gente comum. O meu ensino não é senão isto”.

Retirado do livro: “Novos Contos Zen” – Thomas Cleary (pag. 36) – Editorial Presença.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A maçã.


Certo dia um Mestre Zen falava para seus alunos sobre a natureza da Perfeição. Um dos discípulos, cético quanto a possibilidade de que algo possa realmente chegar concretamente à perfeição e incapaz de compreender o sentido do que o Mestre falava, observou próximo ao grupo um cesto de frutas e disse ironicamente:
"Mestre, fiquei fascinado com tua explicação sobre a Perfeição. Poderia o senhor, para ilustrar o que acabou de dizer, me dar uma fruta perfeita?"

O Mestre calmamente olhou dentro da cesta, retirou uma maçã e entregou ao aluno. Pegando-a, este viu que a fruta estava com uma parte podre num dos lados. Olhou para o professor e disse arrogante:

"Essa é a perfeição de que falas? Esta maçã tem uma parte podre!"

"Sim," replicou o Mestre. "Mas para teu nível de compreensão e discernimento, esta maçã podre é o máximo de maçã perfeita que poderás obter..."

Conto Zen

terça-feira, 9 de junho de 2009

pensamento.



Quando um problema surge na sua frente como uma montanha, ao invés de ir contra ela, tente contorná-la com calma e sabedoria.


Enviado por: Brahma Kumaris

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bonecos.



Eis aqui a história do monge Zen Hotan.
Hotan ouvia as preleções de um mestre. Na estréia das palestras, a assistência foi numerosa mas nos dias seguintes, a sala foi ficando cada vez mais vazia. Até que, um dia, Hotan ficou só na sala com o mestre. E estedisse-lhe:
- Não posso fazer uma conferência só para ti; de mais a mais, estou cansado.
Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia porém voltou só. Não obstante, disse ao mestre:
- Podeis fazer a conferência hoje, porque eu trouxe numerosa companhia!
Hotan trouxera bonequinhas, que espalhara pela sala. Disse-lhe o mestre:
- Mas são apenas bonecas!
- Com efeito, - respondeu-lhe Hotan. - Mas todas as pessoas que aqui vieram não são mais do que bonecas, pois não compreendem patavina dos vossos ensinamentos. Só eu lhes compreendi a profundeza e a verdade. Mesmo que muita gente tivesse vindo, serviria tão-somente de enchimento, decoração, vazio sem fundo.


domingo, 24 de maio de 2009

Um livro.



"Um livro aberto é um cérebro que fala; fechado, um amigo que espera; esquecido, uma alma que perdoa; destruído, um coração que chora."
Tagore


Desenho de Almada Negreiros

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Temperamento irascível.

(Zen Master Seung Sahn)

Um praticante Zen foi à Bankei e fez-lhe esta pergunta, aflito:
"Mestre, Eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?"
"Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei. "Deixe ver como é esse comportamento."
"Bem... eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre," disse o outro, um pouco confuso.
"E quando é que tu me poderás mostrará-lo?" perguntou Bankei.
"Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada," replicou o estudante.
"Então," concluiu Bankei, "essa coisa não faz parte de tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasse. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, saibas que ele não existe."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mas até uma criança sabe isso!...



Na China, havia um monge Zen, chamado mestre Dori, que, por fazer zazen empoleirado num pinheiro pára-sol, fora alcunhado de mestre Ninho de Passarinho Um poeta muito célebre, Sakuraten, foi visitá-lo e, ao vê-lo fazer zazen, disse-lhe:
"Tomai cuidado, que isso é perigoso; podereis, um dia, cair do pinheiro!"
"De maneira nenhuma," respondeu mestre Dori. "Vós é que correis perigo de um dia cair."
Sakuraten refletiu. "Com efeito, vivo dominado por paixão, é como brincar com o raio". E perguntou ao mestre Zen:
"Qual é a verdadeira essência do budismo?"
Mestre Dori respondeu:
"Não façais nada violento, praticai somente o aquilo que é justo e equilibrado."
"Mas até uma criança de três anos sabe disso!" exclamou o poeta.
"Sim, mas é uma coisa difícil de ser praticada até mesmo por um velho de oitenta anos..." completou o mestre.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O MENINO QUE MOVEU A ARVORE.


Desta vez o conto chega-nos sob a forma de vídeo. É um conto simples, mas de como juntos podemos mudar o mundo se cada um fizer a sua parte.


terça-feira, 28 de abril de 2009

"Uma vez acabada a obra, retira-te!" - Lao Tsé



É melhor não encher totalmente um vaso
do que tentar carregá-lo se estiver cheio.
Só se pode encher um vaso até a borda nem uma gota a mais.
Quando afiamos demasiadamente uma faca, seu gume não se conservará.
Quando o ouro e o jade enchem um salão, seus donos não poderão manter a segurança.
Não se pode acumular outro e pedras preciosas, sem ter lugar seguro para guardá-los.
Quando a riqueza e as honrarias conduzem à arrogância, decerto o mal vira logo a seguir.
Quem é rico é estimado mas não conhece a sua limitação, atrai a sua desgraça.
Quando fizermos o trabalho e o nosso nome começar a celebrizar-se a sabedoria
consiste em recolhermo-nos à obscuridade, assim que a tarefa terminar.
Este é o Caminho do céu. ...

do livro "Tao Te Ching".

Interpretações:

O Mestre deve ser como a água, em silêncio adaptar-se às limitações do discípulo, descer ao nível da compreensão de cada um e orientá-lo.
O Mestre jamais deve achar que nada mais tem a aprender, não deve ser como um jarro cheio onde não cabe sequer mais uma gota.
O mestre deve entender que o homem-ego não pode fazer mais que o homem-Eu. Amplia a capacidade da sabedoria pela liberação do EU.
O Mestre não deve exigir que o discípulo torne-se mais aguçado do que lhe permite o seu próprio grau.
O Mestre não satura o discípulo com sua especialidade, pois tem que deixar lugar para que outros ensinamentos possam ser acrescidos. Se o vaso for preenchido até a borda, nem uma gota a mais caberá nele.
O Mestre não deve exibir toda sua sabedoria para não despertar a cobiça e atrair a sua própria desgraça. É errado o Mestre cobrar agradecimentos, elogios e recompensas. Deve contentar-se unicamente com o bom trabalho desenvolvido pelos seus discípulos.
O verdadeiro Mestre deve recusar todo e qualquer mérito faustoso que lhe queiram atribuir. A fama não lhe deve dizer respeito. O esquecimento em nada o perturba.
Ante vicissitudes o Mestre prossegue em frente ou contorna de uma maneira equilibrada todas as dificuldades orientando-se pelo seu bom senso e sabedoria e nunca por estar à espera de fama ou honrarias. Mostrar toda sabedoria é mostrar um tesouro e expor-se a sanha dos ladrões. Quando a fama se acercar do Mestre ele deve humildemente se recolher à obscuridade deixando que a sua obra receba os elogios mas não a sua pessoa.
O Mestre é aquele que se retira e vive na obscuridade. O refúgio na obscuridade não significa, abandono da atividade e sim o desapego a resultados.
O Mestre que se deixa levar pelo brilho ilusório das recompensas, muitas vezes acreditar ter discípulos quando na verdade se vê cercado apenas de bajuladores, enquanto o Mestre humilde atrai os que têm olhos para enxergar e ouvidos para escutar e assim tem discípulos. O discípulo deve ver no Mestre uma mina de onde com esforço pode recolher as preciosidades, mas não vê-lo como uma caia de jóias da qual tente se apossar.
O Mestre dá a jóia mas cabe ao discípulo a lapidá-la.

Retirado de: http://www.joselaerciodoegito.com.br/tao_verso_09.htm

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Crianças portuguesas são das menos apoiadas do mundo rico



UNICEF.

Relatório analisou as políticas para a primeira infância nos 25 países da OCDE. Portugal ficou no 15.º lugar. Suécia é a única que cumpre todos os critérios. Estudo denuncia falhas no combate à pobreza infantil e no acesso universal à saúde.
Portugal é dos países desenvolvidos que menos apoios dá às crianças na primeira infância (dos zero aos cinco anos). Falta apoio na licença parental, na pobreza infantil e no acesso universal aos cuidados essenciais de saúde dos mais novos.
A conclusão é de um estudo da UNICEF que analisou os 25 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) segundo dez parâmetros considerados essenciais. Desses, Portugal só cumpre quatro, ficando em 15º lugar.


por ANA BELA FERREIRA (DN de 23.01.2009)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Frei Betto.


Ao viajar pelo Oriente, mantive contactos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez reflectir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa, perguntei. 'Aulas de inglês, de ballet, de pintura, piscina, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super-executivo se não consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Carlos Alberto Libânio Christo O.P., conhecido como Frei Betto, (Belo Horizonte, 25 de Agosto de 1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro, filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Stella Libânio.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tai Chi a Harmonia...



“Estar em harmonia com o Universo é Yin e Yang sucessivamente. Yin e Yang em sucessão é também chamado de Tao. O objectivo do estudante de Tai Chi é se tornar Um com o Tao. A forma é um processo fluído que, em séries, move do negativo para o positivo e do positivo para o negativo. A Vida é um fluxo contínuo, também o Tai Chi é um fluxo contínuo.”

Professor Estevam Ribeiro

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Tempo e a Vida



Que bom ter o relógio adiantado!...
A gente assim, por saber
Que tem sempre tempo a mais,
Não se rala nem se apressa.
O meu sorriso de troça,
Amigos,
Quando vejo o meu relógio
Com três quartos de hora a mais!...
Tic-tac... Tic-tac...
(Lá pensa ele
Que é já o fim dos meus dias)
Tic-tac...
(Como eu rio, cá p´ra dentro,
De esta coisa divertida:
Ele a julgar que é já o resto
E eu a saber que tenho sempre mais
Três quartos de hora de vida).

Sebastião da Gama, "Serra-Mãe"

PS - Votos de Boa Páscoa!...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Água que corre...



Se escutarmos o rio sem atenção, a água que corre parece ter um ritmo constante e ininterrupto. Entretanto, nenhuma gota de água passa duas vezes sobre a mesma pedra. Não é nunca a mesma gota que forma o leito do rio ou o murmúrio da correnteza. A imutabilidade é apenas uma ilusão dos olhos e dos ouvidos humanos. Uma vez que tenha passado, a água não corre nunca mais no mesmo ponto do rio.
A vida humana não é diferente. Acreditar que ontem é igual a hoje é resultado de nossa ignorância e insensibilidade. Os olhos iluminados vêem claramente a imagem das coisas em eterno movimento e reconhecem que um instante é diferente de qualquer outro.


Escrito durante a participação no Nehan Sesshin (retiro em memória à morte de Shakyamuni Buddha, realizado todos os anos em Fevereiro) no Mosteiro Sede de Eihei-ji, em Fukui-ken.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Olha...



"Olha à direita e à esquerda do tempo, e que o teu coração aprenda a estar tranquilo ."

Federico García Lorca