terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Beber chá.


Temos que estar totalmente despertos para apreciar o chá como deve ser. Temos que estar no momento presente. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a lembrar o passado ou preocupados com o futuro, perdemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena e o chá terá já terminado.A vida é assim. Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta esta terá desaparecido.Quando pararmos de pensar no que já aconteceu, quando pararmos de nos preocupar com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente. Só então começaremos a experimentar a alegria de viver...

2 comentários:

Anónimo disse...

No Oriente designam-na como uma arte: "A arte do chá". Como qualquer arte tem os seus princípios, a sua técnica, o seu saber, o seu ritual, pois que de um verdadeiro ritual se trata e depois, claro o fruir. Oh, esse só mesmo para apreciador...
Todos os sentidos são convocados para o momento: o aroma, aspirado e penetrado pelos condutos respiratórios, chega mais célere, mas também o som característico do verter na taça; o olhar para o conjunto dos apetrechos, bule, taças, a toalha, os próprios tons e matizados que adquirem os diferentes tipos de chá - qual composição em tela pictórica -; as mãos que seguram e os lábios que contactam a taça avaliando da temperatura; e, por último, mas em supremacia, o paladar que permite sorver,gole a gole, essa tão extraordinária bebida. Aí é já possível fechar os olhos e apenas desfrutar do momento...
Se a experiência for partilhada a dois, o momento é ainda mais único.

Assim é a "Arte do chá".
É preciso aprender a gostar, a despertar os sentidos e a sensibilidade, a saborear, conjuntamente, o momento e a ocasião, respeitando o silêncio e aproveitando a reflexão que proporciona.

Certamente por tudo isso, o frequente comentário sobre alguém que não apresenta modos de convivência social e que, seguramente, já todos ouvimos.

Obrigada António pela partilha, pelo tema e pelo momento que trouxe aqui ao seu blog. Soube-me muito bem.
Bom chá.

Baguera

as velas ardem ate ao fim disse...

Adoro chá!Especialmente de menta.

um bjo