sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bolas de Sabão...


As Bolas de Sabão


As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.

Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
Alberto Caeiro

2 comentários:

RETIRO do ÉDEN disse...

Venho desejar tudo de bom e excelente fds.

É muito interessante "as Bolas de Sabão". Amadas pelas crianças/adultos,belas,fugazes, sensíveis,subtis,sobem e descem e de repente somem-se como por magia...
Fazem-me lembrar a própria vida... uma mera "Ilusão"!

Forte abraço,
Mer

Caçadora de Emoções disse...

Querido Mestre,
Vim deixar-lhe um grande abraço e relembrar a minha Amizade.
Fique bem.

Muitas emoções e um sorriso :)