segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sendo criança...


Uma professora de creche observava as crianças de sua turma a desenhar. Iapasseando pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
Quando chegou ao pé de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou-lhe o que estava a desenhar.
A menina respondeu:
- 'Estou a desenhar Deus.'
A professora parou e disse:
- 'Mas ninguém sabe como é Deus.'
Sem piscar e sem levantar os olhos do seu desenho, a menina respondeu: - 'Saberão dentro de um minuto'.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Carroça e o EU...


Um Imperador, sabendo que um grande Sábio Zen estava às portas de seu palácio, foi até ele para lhe fazer uma importante pergunta:
"Mestre, onde está o Eu?"
O Mestre então pediu-lhe:
"Por favor traga-me aquela carroça que está lá."
A carroça foi trazida. O sábio perguntou:
"O que é isso?"
"Uma carroça, é claro," respondeu o Imperador.
O Mestre pediu que retirasse os cavalos que puxavam a carroça. Então disse:
"Os cavalos são a carroça?"
"Não."
O Mestre pediu que as rodas fossem retiradas.
"As rodas são a carroça?"
"Não, Mestre."
O mestre pediu que retirassem os assentos.
"Os assentos são a carroça?"
"Não, eles não são a carroça."
Finalmente apontou para o eixo e falou:
"O eixo é a carroça?"
"Não, Mestre, não são."
Então o Sábio concluiu:
"Da mesma forma que a carroça, o Eu não pode ser definido por suas partes. O Eu não está aqui, não está lá. O Eu não se encontra em parte alguma. Ele não existe. E não existindo, ele existe."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quanto vale um burro...


Não sei donde vem esta minha paixão por burros. Mas acho-os uns animais "simpáticos" e "patuscos". Além de que, desde há séculos, que é um "amigo" do homem. Trabalhador incansável por natureza. Infelizmente têm vindo a desaparecer no nosso país. Nos últimos anos tem-se assistido a uma tentativa de "reabilitação" e preservação. Esperemos que o burro nos continue a acompanhar nesta nossa "viajem" de seres humanos..

Deixo-vos com uma pequena história que encontrei na "net". A "modos" que uma pequena homenagem...


Quanto vale um burro? Mulá Nasruddin

Nasruddin queria montar seu burro para dar uma volta e, para sua surpresa, encontrou o estábulo vazio. Procura daqui, procura dali, nem sinal do bicho, absolutamente nada. De repente, percebeu que esquecera a porta da rua aberta.
Muito assustado, começou a gritar, atraindo a atenção dos vizinhos, que logo acorreram para ajudá-lo, pois todos sabiam que Nasruddin e o burro eram inseparáveis.
As pessoas caminhavam pelas ruas e praças do povoado, gritando: “O burro de Nasruddin sumiu, será que alguém o viu?” E o bobo da aldeia falava aos passarinhos: “Batam as asas sem medo, perto das nuvens, acima do arvoredo! E só voltem para cá quando virem o burro do Mulá...”
E uma longa procissão se formou, tendo à frente Nasruddin, que não parava de se lamentar e chorar.
Horas depois, completamente exaustos, sentaram para descansar. Muito irritado, o Mulá culpava o burro por seus dissabores, esquecido das alegrias que o animal lhe tinha proporcionado em tantos anos de fidelidade e serviço.
“Maldito burro!” dizia, inconformado. “Se eu o encontrar, juro que vou vendê-lo por um mísero dinar!”
Neste exato momento, ouviram um barulho de cascos muito familiar, e o burro de Nasruddin surgiu, montado por Shoja, o pequeno filho do padeiro.
“Como você o encontrou?”, perguntaram ao menino.
“Pensei que, se eu fosse um burro, estaria agora no campo pastando com as cabras e as ovelhas. E lá estava ele...”
Enquanto isso, Nasruddin cantava e dançava de alegria, abraçando e beijando seu amado burro e o pequeno Shoja, em agradecimento.
De repente, várias pessoas se adiantaram, prontas para comprar o animal pelo preço de um dinar, em cobrança ao juramento. Nasruddin empalideceu e, por um momento, permaneceu calado, refletindo em como sair da situação, salvando seu burro e mantendo a palavra.
“Vocês podem me procurar no mercado dentro de uma semana, ao nascer do dia’’, disse finalmente. “Venderei o burro por um dinar àquele que me provar ser o melhor dono”.
Então, durante uma semana, os animais da vila foram tratados com fartura e cortesia: os cachorros ficaram livres das pulgas, os camelos puderam descansar, as galinhas escaparam das panelas, os gatos passearam em segurança pelos muros e telhados, e os burros foram tratados como pessoas da família...
Enquanto isso, Nasruddin traçava um plano para cumprir a promessa sem perder a montaria.
No dia e hora combinados, o mercado foi tomado por uma multidão de homens e mulheres que afirmavam ser os melhores amigos dos animais, disputando a chance de comprar o burro pela ínfima quantia de um dinar.
Nisso, ouviram uma estranha mistura de zurros e miados, que vinha do fundo do mercado e, atônitos, viram uma longa corda que, em uma das extremidades, amarrava o pescoço de um gato e, na outra, segurava a cauda do burrro de Nasruddin. No meio deles, sorrindo de contentamento, o Mulá dizia em alto e bom som: “Meu burro está à venda por um dinar, mas ele e meu gato são tão amigos que seria uma maldade separá-los. Assim, quem comprar o burro terá de comprar também o gato.”
“E qual é o valor do gato?” perguntaram os que estavam mais próximos, já pegando mais uma ou duas moedas na bolsa.
“A linhagem deste gato é muito nobre”, respondeu calmamente o Mulá. “Seu bisavô viveu no palácio do sultão. Ele custa cem dinares.”
E as pessoas, rindo muito, voltaram para suas casas. Ninguém acreditava, realmente, que Nasruddin pudesse se separar de seu burro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Procurando a Sabedoria.


Um dia, um jovem chamado Yang Fu deixou sua família e lar para ir a Sze-Chuan visitar o Bodhisattva Wu-Ji. Ele sonhou que junto àquele mestre poderia encontrar um grande tesouro de sabedoria.
Quando já se encontrava às portas da cidade, após uma longa viajem cheia de aventuras, encontrou um velho senhor. Este lhe perguntou: “Onde vais, jovem?” “Vou estudar com Wu-Ji, o Bodhisattva.” - respondeu o rapaz. “Em vez de buscar um Bodhisattva, é mais maravilhoso encontrar Buddha.”
Excitado com a perspectiva de encontrar o Grande Mestre, disse Yang Fu: “Oh! Sabes onde encontrá-lo?!” “Voltes para casa agora mesmo. Quando lá chegares, encontrarás uma pessoa usando uma manta e chinelos trocados, que lhe cumprimentará. Essa pessoa é o Buddha.”
O rapaz pensou, aterrado: “Como posso retornar agora, quando estou às portas do meu objetivo? Eu teria que confiar muito no que este simples velho me diz”. Então Yang Fu teve uma forte intuição de que aquele simples homem à sua frente era alguém de grande sabedoria.
Num impulso, voltou-se para a estrada, sem jamais ter encontrado Wu-Ji. Ele retornou o mais rápido que pode, ansioso pela vontade de encontrar Buddha.
Chegou em casa tarde da noite, e sua amorosa mãe, em meio à alegria e pressa de abraçar o filho que retornava ao lar, cobriu-se de uma manta usada e calçou seus chinelos trocados.
Olhando para sua mãe desse modo, que vinha sorrindo e pronta a abraçá-lo, Yang Fu atingiu o Satori. Este era o maior tesouro.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lenda Sioux da Águia e do Falcão!


Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo ... - Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e traze-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva! Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.E o velho disse: Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...Voem juntos mas jamais amarrados".

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Escuta...


Aquele que sabe ouvir atentamente as necessidades do seu próximo quando chegar a sua vez, será escutado com atenção e carinho especiais.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bonecos.


Eis aqui a história do monge Zen Hotan.Hotan ouvia as preleções de um mestre. Na estréia das palestras, a assistência foi numerosa mas, a pouco e pouco, nos dias seguinte, a sala se esvaziou; até que, um dia, Hotan ficou só na sala com o mestre. E este lhe disse:- Não posso fazer uma conferência só para ti; de mais a mais, estou cansado.Hotan prometeu voltar no outro dia com muita gente. Nesse dia porém, voltou só. Não obstante, disse ao mestre:- Podeis fazer a conferência hoje, porque eu trouxe numerosa companhia! Hotan trouxera bonequinhas, que espalhara pela sala. Disse-lhe o mestre:- Mas são apenas bonecas! - Com efeito, - respondeu-lhe Hotan. - mas todas as pessoas que aqui vieram não são mais do que bonecas, pois não compreendem patavina dos vossos ensinamentos. Só eu lhes compreendi a profundeza e a verdade. Mesmo que muita gente tivesse vindo, serviria tão-somente de enchimento, decoração, vazio sem fundo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Obama... apesar de tudo!...


O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu hoje, perante mais de 500 chefes de tribos reunidos em Washington, que, com ele, os índios deixarão de ser os grandes esquecidos do "sonho americano".
Destak/Lusa destak@destak.pt
"Enquanto eu estiver na Casa Branca, não nos esqueceremos de vocês", prometeu Obama ao comparecer perante o Congresso das tribos índias, que se realiza no Departamento do Interior em Washington.
"Sei que já ouviram esta mesma canção em Washington no passado, mas sei o que quer dizer sentir-se ignorado e esquecido, sei o que quer dizer ter de batalhar. Enquanto eu estiver na Casa Branca não sereis esquecidos por tanto tempo", prometeu ao invocar a sua infância como filho de pai negro ausente e uma mãe branca sem grandes recursos económicos.
"Estou convosco. Sei o que é ser um ´outsider´, declarou para garantir aos representantes das 564 tribos reconhecidas pelo governo que cumpriria a promessa da "mudança para todos aqueles que foram excluídos demasiado tempo do sonho americano".