terça-feira, 30 de março de 2010

O vento e a lua


Era uma vez dois bons amigos que viviam juntos à sombra de uma rocha. Por mais estranho que possa parecer, um era um leão e o outro era um tigre. Eles haviam se conhecido quando eram jovens demais para saber a diferença entre leões e tigres. Então, de forma alguma eles poderiam pensar que sua amizade fosse incomum. Além disso, aquela era uma região das montanhas onde reinava a paz, devido, possivelmente à influência de um amável monge da floresta que vivia ali por perto. Ele era um eremita, alguém que vive muito longe das outras pessoas. Por alguma razão desconhecida, um dia os dois amigos entraram em uma tola discussão. O Tigre disse, "Todos sabem que o frio vem quando a lua passa da lua cheia para lua nova!" O Leão disse, "Onde você ouviu tamanho disparate? Todos sabem que o frio vem quando passa da lua nova para a lua cheia!”
O debate ficou mais e mais acirrado. Nenhum conseguia convencer o outro. Eles não puderam chegar a nenhuma conclusão que pusesse fim à crescente discussão. Eles até chegaram a ofender-se um ao outro! Temendo pela sua amizade, eles decidiram ir consultar o culto monge da floresta, o qual certamente saberia destes assuntos.Ao visitar o pacífico eremita, o leão e o tigre se curvaram em reverência e colocaram a questão a ele. O amável monge pensou por um momento e deu a sua resposta. "Pode esfriar em qualquer fase da lua, da lua nova para a lua cheia ou da lua cheia para a lua nova. É o vento que traz o frio, seja do oeste, norte ou leste. Portanto, de certa forma, vocês dois estão certos! E nenhum de vocês dois é derrotado pelo outro nesta questão. A coisa mais importante é viver sem conflitos, permanecer unidos. A união é sempre o melhor."O leão e o tigre agradeceram ao sábio eremita. E eles ficaram felizes por continuarem sendo amigos.


Retirado de: http://www.maisbelashistoriasbudistas.com/ventoealua.htm

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Paz.


A paz é uma energia criada internamente. Quando eu falo com paz e escuto com paz, a energia aumenta.


Brahma Kumaris

sexta-feira, 12 de março de 2010

O Bom Coração.


No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada "Confiando na Alegria". Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas o fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha. Levou-a ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Quando soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, encheu-se de pena e deu-lhe o óleo que queria. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido: "Nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas com esta oferenda possa eu no futuro ser abençoada com a lâmpada da sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimento e levá-los a iluminação". Durante a noite, o óleo de todas as outras lâmpadas se acabou. Mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando Maudgalyayana, o discípulo do Buda, chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: "Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia", e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia.
O Buda o observando há algum tempo, e disse: Maudgalyayana, você quer apagar essa lâmpada? não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama. Por que não?
"Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e mente.Essa motivação produziu um enorme benefício".
Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um perfeito buda, conhecido como "Luz da lâmpada".
Em tudo, o nosso sentimento é que importa, a intenção boa ou má influencia diretamente nossa vida no futuro. Qualquer ação por mais simples que seja, se feita com coração produz benefícios na vida das pessoas.
Outra versão desta história diz que a mulher teria vendido o cabelo para oferecer uma lâmpada ao Buda, a noite teve uma ventania e todas as lâmpadas dos ricos foram apagadas, a desta mulher continuou acesa queimando a noite toda. Não importa a versão mas sim lição de vida contida nela.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quem tem bom gosto?


Um mestre oferece um melão a um discípulo.
- Que te parece o melão? - pergunta-lhe. - Tem bom gosto?
- Sim, sim ! Muito bom gosto! - ouve o discípulo.
O mestre faz então outra pergunta:
- O que é que tem bom gosto, o melão ou a língua?
O discípulo reflecte, confunde-se e responde:
- O sabor provém da interdependência, não só do gosto do melão e da língua, mas igualmente da interdependência da...
- Idiota! Tríplice idiota! - atalha o mestre, colérico. - Por que complicas o teu espírito? O melão é bom. Gosto se explica por esse único aspecto. A sensação é boa.
É o suficiente. Os pensamentos pessoais limitam, categorizam e complicam.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cada pensamento...


Quando se constrói uma casa, cada tijolo é importante. Ao construir um carácter, cada pensamento é importante.

Brahma Kumaris

quarta-feira, 3 de março de 2010

Aprendiz de amigo.


Poema do amigo aprendiz


Quero ser o teu amigo.

Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.

Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.

Sem forçar tua vontade.

Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser-te paz.

É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu rosto de lembranças,

Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...


Fernando Pessoa