quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Essência do Tai Chi.


... sinto que a grande maioria de praticantes de tai ji nao tem a noção do que é o "Eixo Tai Ji" ... sem essa noção jamais conseguirão encontrar o equilibrio nos passos e nas rotações das diferentes formas pois esse eixo é o nosso ponto de equilibrio ... fisico e mental ...

a palavra Tai Ji deriva da palavra Tai Yi ... Tai Yi era o nome dado pelos chineses à estrela polar em torno da qual girava todo o universo e que nos orientava na escuridão da noite ...

a prática do Tai Ji (mais tarde adaptada à arte marcial pelo Tai Ji Quan) teve sempre por objectivo aproximar o homem do seu centro e do seu eixo ... ao encontrar o seu eixo encontra tambem o seu ponto de equilibrio fisico e mental e por mais rotações e voltas que de na vida estará sempre consciente do seu centro sem se perder na escuridão que por vezes todos passamos em diferentes fases da vida ...

praticar Tai Ji sem ter a noção do eixo e do centro do corpo e da mente é a mesma coisa que tentar navegar à noite sem saber onde se encontra a estrela polar ...

... o Tai Ji ensinou-me a caminhar com segurança e a dar passos firmes com equilibrio e certeza ... fez-me encontrar o meu centro e descubrir qual a minha direção nesta vida ... e ensinou-me sempre a olhar para dentro quando me sinto perdido por forma a orientar-me de acordo com o meu instinto e a minha natureza ... aprendi a seguir aquilo que sinto e não aquilo que os outros me dizem para seguir ... graças ao Tai Ji encontrei a minha estrela polar ... a minha Tai Yi.

retirado de: http://www.medicinachinesa.com/

domingo, 16 de outubro de 2011

Concentração nos objectivos.



O yogue Raman era um verdadeiro mestre na arte do arco e flecha. Certa manhã, ele convidou seu discípulo mais querido para assistir uma demonstração do seu talento. O discípulo já vira aquilo mais de cem vezes, mas – mesmo assim – resolveu obedecer ao mestre.
Foram para o bosque ao lado do mosteiro: ao chegarem diante de um belo carvalho, Raman pegou uma das flores que trazia em seu colar, e a colocou um dos ramos da árvore.
Em seguida, abriu seu alforje, e retirou três objectos: seu magnífico arco de madeira preciosa, uma flecha, e um lenço branco, bordado com desenhos em lilás.
O yogue então posicionou-se a uma distância de cem passos do local onde havia colocado a flor. De frente para o seu alvo, pediu que seu discípulo o vendasse com o lenço bordado.
O discípulo fez o que o mestre ordenara.
“Quantas vezes já me viu praticar o nobre e antigo desporto do arco e flecha?” – Perguntou.
“Todos os dias”, respondeu o discípulo. “E sempre o vi acertar na rosa, a uma distância de trezentos passos”.
Com seus olhos cobertos pelo lenço, o yogue Raman firmou os seus pés na terra, distendeu o arco com toda a sua energia – apontando na direcção da rosa colocada num dos ramos do carvalho – e disparou.
A flecha cortou o ar, provocando um ruído agudo, mas nem sequer atingiu a árvore, errando o alvo por uma distância constrangedora.
“Acertei? “disse Raman, retirando o lenço que cobria seus olhos.
“O senhor errou – e por uma grande margem” respondeu o discípulo. “Achei que ia mostrar-me o poder do pensamento, e sua capacidade de fazer mágicas”.
“Eu lhe dei a lição mais importante sobre o poder do pensamento”, respondeu Raman.
Quando desejar uma coisa concentre-se apenas nela: ninguém jamais será capaz de atingir um alvo que não consegue ver”.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Onde começa o caminho?


Um dia, um discípulo foi ao mestre Kian-Fang e perguntou-lhe:
"Todas as direções levam ao caminho de Buddha, mas apenas uma conduz ao Nirvana. Por favor, mestre, diga-me onde começa este Caminho?"
O velho mestre fez um risco no chão com seu bastão e disse:
"Aqui".