domingo, 29 de janeiro de 2012

Felicidade Realista.


Não sei quem é o autor desta mensagem que me foi enviada por "mail". De qualquer forma não resisti a partilhá-la convosco.

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinónimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prémio.
Não sejamos vítimas ingénuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Steinbeck e o amor explicado ao filho.

Entre as 850 cartas de John Steinbeck (1902-1968) reunidas em A Life in Letters há esta em que o Nobel norte-americano responde ao seu filho Tom, então adolescente. Corria o ano de 1958.

Dear Thom:
We had your letter this morning. I will answer it from my point of view and of course Elaine will from hers.
First — if you are in love — that’s a good thing — that’s about the best thing that can happen to anyone. Don’t let anyone make it small or light to you.
Second — There are several kinds of love. One is a selfish, mean, grasping, egotistical thing which uses love for self-importance. This is the ugly and crippling kind. The other is an outpouring of everything good in you — of kindness and consideration and respect — not only the social respect of manners but the greater respect which is recognition of another person as unique and valuable. The first kind can make you sick and small and weak but the second can release in you strength, and courage and goodness and even wisdom you didn’t know you had.
You say this is not puppy love. If you feel so deeply — of course it isn’t puppy love.
But I don’t think you were asking me what you feel. You know better than anyone. What you wanted me to help you with is what to do about it — and that I can tell you.
Glory in it for one thing and be very glad and grateful for it.
The object of love is the best and most beautiful. Try to live up to it.
If you love someone — there is no possible harm in saying so — only you must remember that some people are very shy and sometimes the saying must take that shyness into consideration.
Girls have a way of knowing or feeling what you feel, but they usually like to hear it also.
It sometimes happens that what you feel is not returned for one reason or another — but that does not make your feeling less valuable and good.
Lastly, I know your feeling because I have it and I’m glad you have it.
We will be glad to meet Susan. She will be very welcome. But Elaine will make all such arrangements because that is her province and she will be very glad to. She knows about love too and maybe she can give you more help than I can.
And don’t worry about losing. If it is right, it happens — The main thing is not to hurry. Nothing good gets away.
Love,
Fa

 Obs: Não resisti a publicar...

Angelique Kidjo - Lon Lon - Sonho e magia.

Há qualquer de mágico... que nos toca!...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tai Chi é também alegria!...

Aula de tai-chi... um mestre António Serra, um grupo que nem nos conhecemos bem, mas na actividade nos sentimos unidos, membros superiores agitam-se calmamente, as pernas num movimento de perna cheia e vazia, respiração e coluna erecta, tonificação muscular e mente.. Qi Gong, depois as formas, conjunto de movimentos interligados, e todos os fazemos uns melhor e outros como eu pezudos mesmo, mas me sinto ligado ao grupo, o mestre reclama atenção, e os parceiros me ajudam.. no final partimos e que bem nos sentimos.. alguns belos momentos de exercitar o corpo e a mente.. tonificados nos dejamos um resto de bom dia e o fim de semana que ainda falta.. tai-chi.. é amizade e partilha e por isso gosto e muito...

Do Manuel Vazquez meu aluno e companheiro de viagem...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tai Chi = partilha!...

Acabei a minha aula de tai-chi, sorrimos e gracejamos os momentos de vida e até de saber o que fazer perante sofrimentos tão diversos e tão esquecidos.. ensinei a cebola pra matar a fome, ter cuidado com isto e aquilo e estar descansado pois na morte desde que seja serena chega um dia e alivia.. não ter medo de viver e até morrer.. rir, partilhar e amar.. tai-chi é movimento conjunto, é ir e vir, tornar a juntar, colocar os pés, as mãos e respirar, sentir e juntar o meu ao teu e juntos formar algo belo um dia melhor e outro pior.. sempre na paciência e leveza do mestre António Serra... Obrigado amigo e aos companheiros de exercicío que um dia hei-de saber os nomes também...

Nota: "post" colocado no FB pelo meu amigo e aluno de Tai Chi (Manuel Vasquez) após a aula de ontem.