segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ajudar os outros




Conta-se a história que um ancião e a sua neta que tinha a profissão de acrobatas procuraram Buda para um conselho.
Dizia o avô – “Nós somos acrobatas dependemos um do outro para a nossa profissão e gostaríamos de saber o que é o mais importante porque estamos em desacordo em relação ao uma questão: Eu acho que devemos cuidar o melhor possível um do outro para que a nossa profissão possa prosseguir, e possamos ganhar a nossa vida. Eu cuidando o melhor possível da minha neta e ela cuidando o melhor possível de mim”
Buda perguntou à neta: “E tu o que achas?”
A Menina respondeu: “Eu acho cada um deve cuidar de si o melhor possível para se estivermos fortes e saudáveis podemos da melhor forma dar assistência necessária um ao outro”
Buda sorriu e disse virando-se para o avô: “A sua neta tem razão.”
Podemos adiar a nossa prática regular por alguém ou por uma situação mas esse adiamento não vai necessariamente ajudar os outros.
Especialmente se esses adiamentos se tornar uma constante.
E as minhas necessidades são esquecidas.
Como praticantes cabe a nós criar o nosso espaço sagrado – tempo, espaço e intenção para treino, e compreender que esse espaço e tempo são efetivamente a melhor ajuda que podemos proporcionar aos outros.
Estar bem comigo e com as minhas necessidades satisfeitas, implica estar bem com os outros e poder preencher também se necessário as necessidades dos que me procuram.

Blog- A Arte do Cultivo da Quietude (Lourenço Azevedo)

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