quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Existo menos quando julgo.


Esta semana conheci a Ana, uma mulher que não tem um dia de folga há quatro meses. Trabalha em três empregos que lhe ocupam todos os dias da semana. De segunda a sexta trabalha das 9 às 6 num escritório. Sai a correr, atravessa a cidade para estar às 7h00 num outro de onde só sai à meia-noite. Todos estes dias chega a casa pela 1 da manhã. Aos sábados e domingos trabalha num call center das 9 às 8 da noite. Contou-me que o seu momento de folga é o sábado à noite porque ao domingo aproveita para tratar da roupa e cozinhar para toda a semana.
Intrigada, perguntei-lhe porquê, imaginando que se encontrava numa situação extrema de aperto financeiro. Contou-me que o faz apenas porque tem tempo. Porque lhe dá prazer ter comprado uma casa e um carro para os quais não necessitou de pedir empréstimos a bancos. Porque gosta daquilo que faz e que raramente se sente cansada.
Ouvi-a com um sorriso enquanto internamente tudo o que me contava parecia inacreditável. Será possível alguém ter este tipo de motivações? Não se dará conta que está a deixar passar ao lado a oportunidade de viver a vida de forma mais completa? Saberá que um dia o seu corpo irá provavelmente apresentar-lhe a fatura de tanta exigência energética? Valerá algum bem material tamanho sacrifício? A sua vida parecia-me tão violenta que não encontrei melhor forma de interagir senão ouvi-la e sorrir.
À medida que o diálogo evoluía, algo se foi reorganizando no meu íntimo. Aos poucos fui-me dando conta do quanto estava a julgá-la em silêncio. Se para ela esta vida resulta, tenho eu o direito de criticá-la por isso? Quem sou eu para rotulá-la ou fazer suposições sobre a sua personalidade baseadas na vida que escolheu?
Lembro-me quando mudei a minha alimentação e abandonei o consumo de carne trabalhava numa conhecida cadeia de televisão. Foi há cerca de 15 anos. Naquela altura quem era vegetariano não tinha muitas escolhas no que diz respeito a comer fora. Por isso todos os dias levava a minha comida de casa. O momento da refeição era frequentemente uma anedota em que todos comentavam as “coisas estranhas” que eu comia. Chamavam-me “miss alpista”. Nesse período aprendi muito sobre a forma como tendemos a julgar os outros apenas pelo facto de serem diferentes de nós.
Neste dia, enquanto ouvia a Ana, dei-me conta que estava a fazer exactamente o mesmo. E não me pareceu que estava a ser justa. Julgar alguém apenas porque as suas escolhas são diferentes das minhas não justifica o julgamento. Esta mulher crê que a felicidade pode estar neste percurso que escolheu percorrer. Assim como eu acredito estar num outro caminho muito diferente. Nenhuma de nós é melhor ou pior. Nenhuma de nós sabe se o seu caminho a vai levar onde mais deseja chegar. Mas ambas estamos a fazer o melhor que sabemos.
Julgar os outros é não só um desperdício de energia. Pode significar perdermos a oportunidade de conhecer alguém que pode ter muito para nos ensinar. Neste campo, a Ana relembrou-me de uma grande lição.
Desafio-vos para um exercício ao longo desta semana: tragam a vossa atenção para o momento presente quando estiverem a interagir com alguém. Procurem se e de que forma estão a julgar a outra pessoa nesse momento.
Por Sílvia Romão

http://chegar.org/existo-menos-quando-julgo/

domingo, 19 de outubro de 2014

Mestre de tai chi chuan completa 40 anos de aulas gratuitas no DF.


O Ano Novo chinês já começou. A festa de comemoração, em Brasília, também foi para o mestre Woo, que há 40 anos pratica o tai chi chuan e repassa os ensinamentos do taoismo à comunidade. O médico Moo Shong Woo, de 83 anos, nasceu em Taiwan, estudou nos Estados Unidos e mudou para o Brasil em 1961. Ele morou em São Paulo e em Minas Gerais e hoje reside em Brasília. É adepto da medicina chinesa e acupunturista. Em 1974, começou a praticar tai chi na Praça da Harmonia Universal, na Asa Norte, e atraiu outros praticantes e seguidores. “É uma cultura milenar de interiorização. Faz bem para a saúde, o corpo e a mente”, disse mestre Woo.
Ele explica que todas as pessoas podem praticar uma vez que ajuda, inclusive, no bem-estar dos enfermos. “Aqui tudo é gratuito, porque o amor de Deus é gratuito. Essa é a minha missão, o ensinamento não só exterior, mas para que a mente e o espírito possam se elevar”.
Associação Being Tao surgiu na década de 1980 a partir das práticas do mestre Woo e propõe um estilo de vida diferente. Segundo o presidente da associação, Antônio Prates, que pratica tai chi há praticamente seis anos, mais que uma associação, é um movimento que adota os princípios do taoísmo, como fraternidade, saúde, paz, harmonia nas relações, e inclui a prática do tai chi chuan e a leitura do livro de Lao-Tsé, Tao Te Ching, considerada a Bíblia do taoísmo.
“A prática consiste em uma meditação, alongamento, auto massagem e exercícios de energia, é uma expressão física de uma visão espiritualizada do mundo, da busca da própria essência e da verdade interior, independentemente de qualquer doutrina, mestre ou filosofia”, explica Prates. As práticas acontecem, diariamente, na Praça da Harmonia Universal, às 6h. De segunda a sábado, as aulas são às 7h30 e, às segundas-feiras e quartas-feiras, às 19h.
Em fevereiro, a associação dará início a uma turma de iniciantes aos domingos, a partir das 8h. Também está na programação, para setembro e outubro deste ano, uma excursão à China, para quem deseja conhecer melhor a cultura e praticar o tai chi. “Faça chuva ou faça sol, horário de verão ou não, todos os dias, às 6h, o mestre Woo está lá. É um mestre em todos os sentidos, conhece muito bem o funcionamento do organismo humano e é de uma generosidade extrema, faz esse trabalho sem visar qualquer recompensa”, disse Prates.
Andressa De Bessa, de 22 anos, estudante de artes visuais, pratica tai chi chuan a cerca de seis meses e sentiu uma grande mudança mental. “Eu era uma pessoa completamente confusa e bagunçada e a prática me equilibra em vários aspectos, nos estudos, na vida social, consegui me organizar melhor. Além da questão do equilíbrio físico, passei a ter mais noção do meu espaço e das pessoas ao meu redor”.
Segundo Aristein Woo, filho do mestre Woo, a prática, que foi pioneira no Brasil, atraiu pessoas de outros estados, entre eles o padre Mira, um jesuíta que se interessava pela cultura oriental. Ele explica que o padre montou núcleos da associação em Florianópolis (SC) e no Japão. “Ao lado do padre Mira, existem casos semelhantes e hoje temos núcleos em Florianópolis, Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), e fora do Brasil, em San Marino e Tóquio”.
Aristein, que também é médico acupunturista, faz parte da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, e conta que, em 2006, a partir da observação do governo local do crescimento da prática e dos benefícios apresentados, fez uma parceria com a associação para que fossem capacitados servidores capazes de oferecer a prática nos centros de saúde. “Fizemos duas capacitações, em 2006 e 2011, e, em 2014, teremos outra turma. Atualmente o tai chi chuan é oferecido em 16 pontos de atenção da secretaria, a maioria centros de saúde, para a comunidade local e pessoas em tratamento.”
Os chineses comemoraram a chegada do Ano Novo nos dias 30 e 31 de janeiro. Pelo calendário, 2014 será o ano do Cavalo de Madeira, um bom período para a saúde financeira. Para todos em geral, o ano do Cavalo trará bons ventos, fartura e sorte.

Retirado de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-02/mestre-de-tai-chi-chuan-completa-40-anos-de-aulas-gratuitas-no-df)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Aulas de Tai Chi.


Local: Rua da Rosa, 285  (ao Bairro Alto)
Horário: 3ªs feiras das 19,h às 20h
Preço: € 25,00 mensais. 

domingo, 5 de outubro de 2014

A Arte da Paz.


"Contempla os feitos deste mundo, ouve as palavras dos sábios e toma para ti tudo o que é bom. Com esta base, abre a tua porta para a verdade. Não deixes de ver a verdade que está mesmo à tua frente". A Arte da Paz de Morihei Ueshiba