sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

No Tai Chi nada termina e nada começa; é tudo uma continuidade.


O Tai Chi Chuan é uma arte que surgiu há cerca de três mil anos, na China. Composto pelas palavras tai (grande), chi (energia) e chuan (universo), Tai Chi Chuan significa “trabalhar a grande energia do universo”. Como suas posturas são baseadas em movimentos da natureza, essa prática lembra uma harmoniosa e interessante coreografia. Praticante dessa arte desde 1983 – quando ainda trabalhava com computação, e era muito estressado, como ele mesmo diz – o instrutor José Douglas Lima conta que o Tai Chi favorece o equilíbrio orgânico, o emocional e o físico, além de desenvolver serenidade, passividade, consciência, atenção e concentração. É uma verdadeira técnica alternativa e preventiva. “A nossa vida é um eterno aprendizado, por isso devemos buscar sempre novas formas de aprendizado. Só que sem grandes pretensões, pois de que adianta ter muita coisa e não ser feliz? O Tai Chi mostra exatamente o contrário: como ficar satisfeito com a simplicidade”. Para o instrutor, o Tai Chi é uma arte de autodefesa, só que contra inimigos diários, como o trânsito, o trabalho, os problemas de saúde e a tranqüilidade mental. “Essa arte”, diz José Douglas, “auxilia na transformação pessoal de cada um; ela pode ajudar desde acabar com o estresse até melhorar alguns problemas de saúde, como dores na coluna”. Por sinal, recentemente, o Tai Chi começou a ser utilizado em esportes de ponta como vôlei e tênis, para facilitar a concentração dos atletas. Segundo Douglas, a arte do Tai Chi pode auxiliar a pessoa a encontrar seu próprio caminho, a descobrir qual é a sua verdadeira identidade. “O Tai Chi é um bálsamo. Ele mexe com o interior a partir do exterior, ou seja, prepara as pessoas para encarar os acontecimentos, e os ensinamentos, que a vida propõe. Afinal, ainda que tenhamos um mestre, somos nós mesmos que teremos de seguir o caminho”. Ele explica ainda que existem muitos instrutores dessa prática, e que a maioria é bem dedicada, mas é muito importante que a pessoa escolha um com quem tenha afinidade e simpatia. Segundo Douglas, logo de início o praticante já consegue perceber se pode se dar bem com o instrutor escolhido, ou não. Especializado em Tai Chi Chuan, Chi Kung e meditação, José Douglas conta que qualquer pessoa pode praticar o Tai Chi, pois não existe contra-indicação. No entanto, é necessário que o praticante utilize roupas mais largas, de preferência camiseta e calça de moletom ou tactel, que poderão facilitar os movimentos, além de um tênis de sola reta (estilo Keds) ou sapatilha. Os exercícios podem ser feitos em qualquer lugar, desde que a pessoa se sinta à vontade. “No entanto, vale lembrar”, diz o instrutor, “que os benefícios do Tai Chi Chuan são muitos, porém só surgirão por completo depois de anos de prática”. Retirado de:

http://www.revistasextosentido.net/news/cuide-se-tai-chi-chuan/

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